A Derrota



                Tem horas que temos que tirar forças de onde não há. São dias que nada aparece de bom aos olhos. O que dantes dava prazer acabou e não alegra mais. Fracassos custam caro, o preço é o esquecimento de todas as conquistas.
                A derrota martela “poderia ter sido”, que triste saber que tudo “poderia ter sido” diferente. Mas o erro veio, a falha não ficou oculta, não deu para resistir a fraqueza, a ferida foi exposta. E tem uma coisa amigo, o leito florido não tira a dor, marcas de derrota não viram troféus.
                A única coragem que aparece é a de pedir pela morte. Uma mistura de vergonha e ódio dominam os sentimentos. O espírito se encontra exausto, o corpo padece e alma chora. O que exibia valentia com frequência, por ora está amedrontado com a própria sombra.
                Não existe ambiente que se veja pertencente, mas sim de sentir excluso de tudo, por mais que se tente não tem como disfarçar, há males que não se maquia.
                O nosso desejo é que tudo fosse correto no mundo, mas cruas inverdades são propagadas e triunfam. Adversidade como um exército trouxe a cabo a esperança na sua fortaleza. A violência com que atuou é percebida nestas palavras aqui escritas.
                Os dias passam e as tristezas não cessam, a manhã chega, mas a paz não, as dores no coração parece que nunca chegarão ao fim. O céu demonstra que não vai se abrir. O futuro não é querido, o presente é renegado, e por causa do passado, a derrota nunca será esquecida, tudo isto se fosse só por mim, seria superável, mas ela  arrastou inocentes e por estes sofro, choro, fico de luto.

Joaquim Queiroz

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