sábado, 6 de agosto de 2016

Como um arco íris



Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças.
Eclesiastes 9.10

Se devemos viver separados do mundo, como va­mos executar corretamente as tarefas seculares, comuns da vida, uma vez que os homens só fazem direito aquilo que fazem com vontade? Se nosso coração está repleto de coisas celestiais, como obedeceremos a este outro mandamento igualmente divino: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças"?
Eles se harmonizam perfeitamente. O homem que se coloca entre o mundo celestial e o terreno está liga­do a ambos; ele não se parece com a flor, que brota do pó e para lá retorna; nem com a estrela, que brilhando muito longe da esfera terrena, pertence totalmente aos céus. Em vez disso, nosso coração pode ser ligado ao arco-íris que, alçando-se ao céu mas repousando na ter­ra, relaciona-se tanto com o solo dos vales quanto com as nuvens do céu.

Guthrie

domingo, 29 de maio de 2016

Difícil ser resiliente


Tem horas que a alma é dominada pela preocupação, uma carga de responsabilidade pesa sobre os ombros, dando demonstrações que nunca vai findar. Sendo péssima a sensação de perca do controle das reações. Quando caímos em si, já escorregou pelas mãos toda a razão.

Com feroz força todo arrependimento do mundo toma conta do pensamento, e os questionamentos não cessam acerca do que era para ser feito e o que deveria deixar de fazer.
No ambiente envolta os objetos fazem barulhos desconcertantes com o único objetivo de irritar, tirar o foco, retirar um pouco de sua paciência. Paciência, sim, é o que mais precisamos e menos temos.
O corpo reage o que sente a alma, dores aparecem, a cabeça parece que vai explodir e o estômago fica embrulhado, a pele engrossa e rejeita tudo que lhe toca.
Nada coopera para que alguma coisa melhore. Olhamos para trás vemos só arrependimentos, erguemos o olhar para o futuro apenas dúvidas e incertezas, e no presente o sentimento é inutilidade, ignorância, sem direção e noção do que fazer.
Palavras, não venha com elas, diante de mim, sua positividade não me servem, talvez para outros, confesso, difícil ser resiliente.

Joaquim Queiroz

sábado, 19 de março de 2016

Soldado Dedicado

Participa dos meus sofrimentos, como um bom soldado de Cristo Jesus.  Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou. (I Tm 2.3,4)


As experiências como prisioneiro deram a Paulo ampla oportuni­dade de observar os soldados romanos e de meditar no paralelo existente entre o soldado e o cristão. Em cartas anteriores, Paulo referiu-se à guerra com principados e potestades, na qual o cristão está envolvido; referiu-se à armadura que deve vestir e as armas que deve usar (Ef 6: 10ss; 1 Tm 1: 18; 6: 12; 2 Co 6: 7; 10: 3-5; cf. Rm 6: 13-14). Mas aqui o bom soldado de Jesus Cristo é as­sim chamado por ser um homem dedicado, que mostra sua dedi­cação por se achar sempre disposto a sofrer e estando permanente­mente em guarda. Os soldados em serviço não contam com se­gurança e facilidade. Pelo contrário, dureza, riscos e sofrimento são aceitos sem contestação. É como Tertuliano expressou em seu livro Address to Martyrs (Palavra aos Mártires): "Nenhum soldado vai à guerra cercado de luxúrias, nem vai à batalha deixan­do um quarto confortável, mas sim uma tenda estreita e provisória, em que há muita dureza, severidade e desconforto".De igual modo, o cristão não deve esperar dias fáceis. Se for fiel ao evan­gelho, certamente experimentará oposição e escárnio. Ele deve­rá sofrer em conjunto com seus companheiros de armas.
O soldado deve sempre se achar disposto a se concentrar no exército, e também a sofrer. Quando em serviço ativo, "não se embaraça em negócios". Ao contrário, liberta-se dos afazeres de natureza civil, a fim de dedicar-se às armas, satisfazendo assim aos seus oficiais superiores, ou "estando inteiramente à disposi­ção de seu oficial comandante". Na expressão de E. K. Simpson, "o espetáculo da disciplina militar fornece uma grande lição de comprometimento". Assim, na Segunda Guerra Mundial, com freqüência se dizia, com um sorriso bem significativo: "estamos em guerra". Era uma palavra de alerta, suficiente para justificar toda austeridade, auto-renúncia ou abstenção de atividades irrele­vantes, em vista da situação de emergência do momento.
O cristão, que deve viver neste mundo e não se alienar dele, não pode, certamente, esquivar-se das comuns obrigações de seu lar, de seu local de trabalho e de sua comunidade. É verdade que, como cristão, ele deve estar sobremodo consciente do seu dever de bem cumpri-las e não evadir-se delas. Nem deve esquecer-se também do que Paulo relembrou a Timóteo em sua primeira carta, ao dizer que "tudo o que Deus criou é bom e, recebido com ações de graça, nada é recusável. . ." e que "Deus tudo nos proporciona unicamente para nosso aprazimento" (1 Tm 4: 4; 6: 17). Assim, o que se proíbe ao bom soldado de Cristo não são as atividades "seculares", nem "os envolvimentos em negócios desta vida" que, mesmo sendo perfeitamente inocentes, o impeçam de lutar as batalhas de Cristo. Este conselho aplica-se especialmente ao pastor ou ministro cristão. Ele é chamado a dedicar-se ao ensino e ao cuidado do rebanho de Cristo; e há outras passagens, além desta, que o advertem a, se possível, não tomar a carga adicional de prover o seu sustento com algum emprego "secular".
É fato que o próprio apóstolo proveu amiúde o seu próprio sustento, confeccionando tendas; não obstante, ele deixa claro que em seu caso a razão era pessoal e excepcional, ou seja, para que pudesse propor "de graça o evangelho", e assim não criar "qual­quer obstáculo ao evangelho de Cristo" (1 Co 9: 12, 18). Ele ainda vindicou o princípio, para si mesmo e para todo ministro, por ordem do Senhor, de que os que pregam o evangelho devem viver do evangelho (1 Co 9: 14).   De fato, a sua óbvia expectativa era esta a regra geral, e isto precisa ser lembrado em dias como os nossos,   quando   ministérios  "auxiliares",  "suplementares"  e  de tempo parcial" têm aumentado em número, ficando o pastor com seus negócios ou com sua profissão, exercendo o seu ministério com o tempo que sobra. Não se pode dizer que tais ministérios estejam em oposição às Escrituras; contudo é difícil conciliá-los com a determinação apostólica de evitar os envolvimentos em negócios desta vida. A liturgia para a ordenação de presbíteros da Igreja Anglicana exorta os candidatos com as seguintes palavras: "Atentai para o zelo que deveis ter na leitura e no ensino das Escrituras. . . e por esta mesma causa deveis renunciar e deixar de lado (tanto quanto possível) todos os cuidados e zelos mundanos, . . . entregai-vos inteiramente a este ofício, . . . aplicai-vos inteiramente a esta causa e dirigi todos os vossos esforços neste sentido".
A aplicação de tal versículo não é somente restrita a pastores. Cada cristão é, num certo grau, um soldado de Cristo, ainda que seja tímido como Timóteo. Não importando qual seja o nosso temperamento, não podemos evitar o conflito cristão. Se que­remos ser bons soldados de Cristo, devemos dedicar-nos à bata­lha, comprometendo-nos com uma vida de disciplina e de sofri­mento, e evitando tudo o que possa nos "envolver" e assim nos desviar do seu propósito.


John Stott

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Contrastes entre Israel e a Igreja



A) ESCOLHA DE DEUS
Deus escolheu Israel para a sua glória na terra. (Gên. 15:7 - Josué 11:23 - Êxodo 32:13)
Deus escolheu a igreja para a sua glória no Céu. (Efésios 2:4 a 7)

B) TEMPO DA ESCOLHA.
Israel foi escolhido através do chamado de Abraão. (Gênesis 12:1-3)
A igreja foi escolhida antes da fundação do mundo. (Efésios 1: 4)

C) O PROPÓSITO DE DEUS.
Fazer de Israel uma nação diferente de todas. (Gen. 12:2 - 46:3)
Fazer da igreja um corpo diferente de todos. (Efésios 1:15-23, II Corintios 11:2 e Cantares 4:1)

D) O CHAMADO.
Deus chamou uma pessoa para dela formar uma nação. (Isaías 51:2)
A igreja chamada entre muitos para se tornar um só corpo. (Efésios 2:11-16)

E) O ENCONTRO COM CRISTO.
Os Judeus serão chamados de volta a sua pátria. (Jeremias 33:7-9)
A igreja será chamada aos céus. (I Tessalonicenses 4:13-15)

F) A RELAÇÃO COM CRISTO.
Cristo será o rei de Israel. (Zacarias 14:17)
Cristo é a cabeça do corpo, e noivo da igreja (Efésios 1:22 - 4:15)

G) A HERANÇA.
A herança de Israel é a terra. (Gen. 12:7)
A herança da igreja é o céu. (Efésios 1:3)
Como citado acima ha uma grande diferença entre Israel e igreja, o objetivo de Deus com Israel e um e com a igreja e outro totalmente diferente.
   

É dada esta pequena introdução às formas de interpretação das escrituras sagradas, seguidas de alguns exemplos, para demonstrar a forma utilizada para interpretação deste estudo, onde embora a mente humana seja importante para o conhecimento dos acontecimentos futuros, acredito que as escrituras se discernem espiritualmente (I Corintios 2:14) pois não foram escritas pela vontade dos homens, mas os homens que as escreveram, foram inspirados pelo Espírito Santo (I Pedro 2:21), e por isso sua interpretação, não deve ser realizado pela mente humana, mas sim pela vontade de Deus, pelos métodos utilizados pelo Senhor Jesus, o nosso Salvador.

(Pb.Antonio Valdecir Vera)