As Três Vontades de Deus


A vontade de Deus manifesta-se de três maneiras:

1.  Vontade intencional — seu plano ideal.
2.  Vontade circunstancial — seu plano conforme as circunstâncias.
3.  Vontade última — a realização final de seus propósitos.


Mais uma vez, examinemos o exemplo supremo da cruz.

1.  Sem dúvida não era a vontade intencional de Deus que Jesus fosse crucificado. Antes, que as pessoas o seguissem. Se o povo tivesse aceito a mensagem de Jesus, se tivesse se arrependido de seus pecados e entendido a dimensão do rei­no que ele veio anunciar, a história do mundo teria sido muito diferente. Os que afirmam que a crucificação foi da vontade de Deus precisam lembrar-se de que ela foi da vontade dos ho­mens perversos permitida pela vontade circuns­tancial de Deus.

2.  Todavia, quando Jesus encarou as circunstânci­as provocadas pelo mal e se viu lançado no dile­ma de ter de fugir ou ser crucificado, então, dadas aquelas circunstâncias, a cruz tornou-se a von­tade do Pai. Foi por isso que Jesus disse: "Não seja como eu quero, e, sim, como tu queres".

3. A vontade última de Deus significa, no caso da cruz, que o elevado propósito de redimir o ho­mem (ou, usando uma linguagem mais simples, de restituir o homem à sua unidade com Deus) — alvo que teria sido alcançado pelo plano in­tencional de Deus, se tal plano não tivesse sido frustrado — ainda será alcançado mediante a vontade circunstancial de Deus. Em suma, o mal não consegue deter a vontade de Deus definiti­vamente, nem fazer que algum "valor"se perca.

Por: Leslie D. Weatherhead

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