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TRAFICANTES DE PAU-BRASIL E GUARDAS COSTAS


A partir de 1500 quando Portugal toma posses definitivas do Brasil, sendo isto selado com o Tratado de Tordesilhas, o Brasil torna-se oficialmente colônia de Portugal.
Colônia que é colônia tinha que ser explorada e ser agradecida por isto, pois ela só seria o que seria devido à metrópole. A metrópole na pessoa do rei era o proprietário da colônia, tudo que esta colônia possuísse pertencia ao rei nada poderia ser retirado (monopólio régio), comercializado sem a permissão do rei (estanco) se alguma empresa ou pessoa quisesse explorar a colônia só com a permissão real, por exemplo, nós temos o contrato de Portugal com a companhia de Fernão de Noronha que por vários anos explorou o pau-brasil.
Sem a permissão da metrópole todos aqueles que exploravam a colônia eram considerados traficantes, tantos franceses, alemães e portugueses.
Não querendo pagar as altas taxas impostas pelo governo português, o número de traficantes era expressivo na costa brasileira, contando com a facilidade de se conquistar os índios através da troca de bugigangas, essa aproximação dos europeus com os índios era necessária, pois não existiam animais de tração e o trabalho do corte do pau-brasil era muito pesado então através do escambo os traficantes conseguiam o trabalho dos indígenas, o único trabalho era organizar as toras na nau.
O escrivão do Bretoa relata muito bem como era realizada a exploração, na feitoria de Pernambuco tinha algumas construções, armazenavam alguns milhares de quintais de pau-brasil, várias centenas de algodão, cereais nativos e pequenas quantidade de diversos produtos. O Bretoa nos revela fatos preciosos de como era feita a exploração, e o como era o trabalho nas feitorias.
Todas as provas existentes sobre os traficantes portugueses mostram que os índios traziam o pau-brasil para uma feitoria, onde o feitor fazia a permuta por outros artigos e guardava a madeira até arribar uma nau portuguesa.

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