Filhos de Deus

 Estamos acostumados a ouvir de muitas e dos mais variados tipos de pessoas a referência ao ser humano como um natural filho de Deus. A expressão “eu também sou filho de Deus” já se tornou proverbial e denota bem esse pensamento generalizado. A Bíblia no entanto é categórica quando se trata de negar sustentação à crença errônea do mundo. No primeiro capítulo do evangelho de João, versículos 11 a 13, lemos “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.”  Está claro que nem todos os homens são filhos de Deus. Se observarmos a realidade que nos cerca veremos que, na realidade, a grande maioria dos seres humanos não são filhos de Deus, pois não receberam a Jesus como seu salvador; não nasceram da vontade de Deus, mas apenas do sangue humano. São meramente criaturas de Deus.

Temos então que o filho de Deus é aquele que recebeu a Jesus em sua vida e fez dele seu Salvador. E o que é reconhecer Jesus Cristo como “único e suficiente salvador”? A expressão já é chavão entre nós evangélicos e a usamos para definir nossa condição de remidos. Claro que é, primariamente, a tomada de uma posição, fruto de uma crença que se instala em nosso coração, o abandono da vida de pecados que vivemos até o momento e o sentimento de tristeza por termos ofendido a Deus, ou seja, o genuíno arrependimento. No texto inicial, todavia,  Jesus deixa claro que a divina filiação só é autêntica quando o amamos. Mas se recebemos a Jesus como nosso “único e suficiente salvador”, como podemos não o estar amando?   Realmente, ao recebê-lo em nossa vida demos um passo decisivo para a salvação, mas o próprio Mestre nos adverte “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. (Jo. 14.21).

Filho de Deus então somos todos que amamos obedecer os mandamentos que nos foram legados pelo Senhor Jesus. A verdade que está consubstanciada nos evangelhos tem que ser uma regra de vida da qual não nos afastamos, um caminho de onde não arredamos nossos pés. Nosso modelo de vida será Jesus, de cujo caráter precisamos estar impregnados. Não há como salvar-se sem que estejamos em perfeita sintonia com o nosso Salvador e Senhor. Alias o próprio termo “Senhor”, que tanto usamos, já faz de nós servos, e o que é um servo senão aquele que vive para fazer a vontade do seu senhor?

Somos filhos de Deus quando somos seus servos. Todavia não somos servos comuns que obedecem por pura convenção ou obrigação. Nossa servidão é espontânea e prazerosa, fruto natural do amor que sentimos pelo Senhor Jesus. Nosso anseio é fazer sua vontade. Não porque sejamos forçados a isso. Se assim fosse valor algum teria nossa obediência. Cristo nos disse que está à porta e bate. Se por amor a Ele abrirmos a porta de nossa vida Ele entrará e mudará nossa vida. É simples. Mas temos que empregar força de vontade porque o inimigo não quer façamos o singelo gesto abrir a porta. Abramos, apesar de tudo. Então estaremos face a face com a verdade e a vida.             

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