Pular para o conteúdo principal

Tatear

Podes tatear por onde quiseres, mas peço-te antes de ires, lembra-te que aqui podes confiar debilmente tua esperança.
Aqui tens lugar para teus largos sorrisos e infantes lágrimas.
Tuas expressões são conhecidas da mais próxima respiração ao longínquo olhar.
Jamais fora esquecida tua beleza por teu amado.
Que fique notório que nem os maus dias ofuscaram o que está ao meu redor e dentro de mim.
E, apesar de tudo, o que nos une sobrevive com o mais caro frescor.
No mais tocante profundo das coisas, embora passemos por noites de poucas luzes a alvorada sempre pousa com seus brilhantes sobre nós.
Peço, ponde teu acreditar na força do amor que supre. 
Ouve este conselho: Não terás um amor perfeito, mas um que te perfumará, cujo exalar afastará qualquer tristeza circundante.
Não te vais, tenho mostrado tudo, do coração ao olhar.
Ofereço o melhor dos meus dotes, a todos os sacrifícios me doei.
Dizei-me onde vistes tanta entrega e aconchego calorosos assim?
No peito carrego minhas virtudes, adornadas por uma consciência celeste.
(Joaquim Queiroz)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

QUILOMBOS E REVOLTAS ESCRAVAS NO BRASIL

A formação de grupos de escravos se deu em toda parte do Novo Mundo onde houve escravidão, os quilombos variavam de tamanho, lugar e importância, o quilombo dos Palmares sobrepôs por sua fama, devido sua resistência os números dos que habitaram lá foi consideravelmente aumentado para justificar as derrotas, um reduto onde negros de várias etnias se reuniram, onde havia a prática comércio, uma hierarquia social de guerra. Com o seu fim, jamais houve no Brasil um quilombo tão grande como Palmares. Muitos dos quilombos não eram tão longe das cidades e das grandes fazendas onde mantinham relações comerciais e de parentesco, muitos escravos se abrigavam em propriedades de plantio, ou eram seduzidos a fugir para formar pequenos quilombos para plantação, principalmente de mandioca onde atravessadores compravam o produto por um preço abaixo do mercado, muito deles assaltavam viajantes, seqüestravam, caçavam, plantavam, colhiam ou trabalhavam em minas para depois trocarem por di…

Como um arco íris

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. Eclesiastes 9.10
Se devemos viver separados do mundo, como va­mos executar corretamente as tarefas seculares, comuns da vida, uma vez que os homens só fazem direito aquilo que fazem com vontade? Se nosso coração está repleto de coisas celestiais, como obedeceremos a este outro mandamento igualmente divino: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças"? Eles se harmonizam perfeitamente. O homem que se coloca entre o mundo celestial e o terreno está liga­do a ambos; ele não se parece com a flor, que brota do pó e para lá retorna; nem com a estrela, que brilhando muito longe da esfera terrena, pertence totalmente aos céus. Em vez disso, nosso coração pode ser ligado ao arco-íris que, alçando-se ao céu mas repousando na ter­ra, relaciona-se tanto com o solo dos vales quanto com as nuvens do céu.
Guthrie

Difícil ser resiliente

Tem horas que a alma é dominada pela preocupação, uma carga de responsabilidade pesa sobre os ombros, dando demonstrações que nunca vai findar. Sendo péssima a sensação de perca do controle das reações. Quando caímos em si, já escorregou pelas mãos toda a razão.
Com feroz força todo arrependimento do mundo toma conta do pensamento, e os questionamentos não cessam acerca do que era para ser feito e o que deveria deixar de fazer. No ambiente envolta os objetos fazem barulhos desconcertantes com o único objetivo de irritar, tirar o foco, retirar um pouco de sua paciência. Paciência, sim, é o que mais precisamos e menos temos. O corpo reage o que sente a alma, dores aparecem, a cabeça parece que vai explodir e o estômago fica embrulhado, a pele engrossa e rejeita tudo que lhe toca. Nada coopera para que alguma coisa melhore. Olhamos para trás vemos só arrependimentos, erguemos o olhar para o futuro apenas dúvidas e incertezas, e no presente o sentimento é inutilidade, ignorância, sem direção …