Pular para o conteúdo principal

Agostinho, Nos Braços do Pai


Temos na história um exemplo de uma pessoa que procurou preencher o vazio existencial, com os estudos, uma vida acadêmica, que aceitou os ditames de seitas e até do ceticismo.
Falo de Agostinho, um dos clérigos mais famosos na História da Igreja, nasceu no sul da atual Argélia no ano 354, seu pai Patricius, homem pagão, pequeno comerciante, sua mãe Mônica, cristã fervorosa. Sem habilidades comerciais, lhe restara os estudos, seu custeado por certo tempo por seus pais, posteriormente ganha uma bolsa de estudos em Cartago, onde ganha a fama de farrista, com uma amante tem um filho, seus registros nos revelam um jovem apaixonado, devotado ao amor. Depois casa-se por intervenção de sua mãe com um casamento arranjado, que lhe traria prestígio social.
Sua vida assim como seu orgulho cresce vertiginosamente, conhece Roma e Milão a então capital do império, lá aos 31 anos foi promovido à cátedra de professor oficial de retórica, a primeira do império. Tinha, portanto agora boas condições financeiras, grande prestígio social, freqüentemente recebiam condecorações, prêmios, a cada dia avançava nos estudos. Todavia lhe faltava conhecer a Verdade Suprema.
Dedica-se à leitura da Bíblia não compreende nada e adere à seita que rejeita as santas escrituras. Os maniqueístas acreditavam em um Deus bom, o Cristo luz do mundo, porém consideravam o Antigo Testamento como falho. Por um período de nove anos Agostinho fica entre os maniqueístas, para desgosto de sua mãe. Com o tempo Agostinho se d á com que o maniqueísmo é muito superficial. Suas teorias sobre os astros contradizem com a física clássica, as idéias sobre Deus não se sustentam, etc. Começa a leitura de Aristóteles, por causas sobre o ceticismo que não combina com seu temperamento.
Amigos lhe emprestam livros de discípulos de Platão como Plotino e Porfírio, que mudam sua vida tendo sua primeira intuição sobre filosofia, Deus, vida. Se junta a platonistas cristãos, o que lhe traz á tona lembranças do cristianismo da infância repassado por sua mãe. Acabou-se o maniqueísmo para ele. Faz amizade com Ambrósio de Milão, empolga-se com seus sermãos alegóricos e com citações paulinas. Agostinho descobriu o vazio dos ideais que até então havia perseguido. Pede demissão e volta para África, vai a Hipona ajudar um velho padre que após sua morte, o nomeiam bispo de Hipona, ficando conhecido como Agostinho de Hipona. Suas obras sobre as escrituras, dogmas, concílios levam sua autoridade além mar.
A vida de Agostinho nos revela, que fama, dinheiro, conhecimento, nada disso preenche o vazio existencial, apenas Cristo através da revelação da sua palavra pode preencher, nos dá a paz necessária, um gozo incomparável.

Comentários

  1. À medida que lia esta postagem lembrava-me do apóstolo Paulo que, à semelhança de Agostinho, não tinha o verdadeiro conhecimento da mensagem de salvação de Deus aos homens(apesar de sua fé sincera).
    Apenas após três longos anos de aprofundado estudo das Sagradas Escrituras é que pode compreender que Jesus de Nazaré era o messias prometido.
    Enquanto Agostinho estava preso à arte da retórica, o apóstolo Paulo estava preso ao legalismo.
    Ambos, entretanto, apesar de sua sincera busca pela verdade, tinham algo em comum: a necessidade de um Deus real e verdadeiro que preenchesse o vazio que havia em suas vidas.
    Como afirma as Sagradas Escrituras, não é necessário apenas crer que Deus existe mas, aproximar-se Dele com fé.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

QUILOMBOS E REVOLTAS ESCRAVAS NO BRASIL

A formação de grupos de escravos se deu em toda parte do Novo Mundo onde houve escravidão, os quilombos variavam de tamanho, lugar e importância, o quilombo dos Palmares sobrepôs por sua fama, devido sua resistência os números dos que habitaram lá foi consideravelmente aumentado para justificar as derrotas, um reduto onde negros de várias etnias se reuniram, onde havia a prática comércio, uma hierarquia social de guerra. Com o seu fim, jamais houve no Brasil um quilombo tão grande como Palmares. Muitos dos quilombos não eram tão longe das cidades e das grandes fazendas onde mantinham relações comerciais e de parentesco, muitos escravos se abrigavam em propriedades de plantio, ou eram seduzidos a fugir para formar pequenos quilombos para plantação, principalmente de mandioca onde atravessadores compravam o produto por um preço abaixo do mercado, muito deles assaltavam viajantes, seqüestravam, caçavam, plantavam, colhiam ou trabalhavam em minas para depois trocarem por di…

Como um arco íris

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças. Eclesiastes 9.10
Se devemos viver separados do mundo, como va­mos executar corretamente as tarefas seculares, comuns da vida, uma vez que os homens só fazem direito aquilo que fazem com vontade? Se nosso coração está repleto de coisas celestiais, como obedeceremos a este outro mandamento igualmente divino: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças"? Eles se harmonizam perfeitamente. O homem que se coloca entre o mundo celestial e o terreno está liga­do a ambos; ele não se parece com a flor, que brota do pó e para lá retorna; nem com a estrela, que brilhando muito longe da esfera terrena, pertence totalmente aos céus. Em vez disso, nosso coração pode ser ligado ao arco-íris que, alçando-se ao céu mas repousando na ter­ra, relaciona-se tanto com o solo dos vales quanto com as nuvens do céu.
Guthrie

Difícil ser resiliente

Tem horas que a alma é dominada pela preocupação, uma carga de responsabilidade pesa sobre os ombros, dando demonstrações que nunca vai findar. Sendo péssima a sensação de perca do controle das reações. Quando caímos em si, já escorregou pelas mãos toda a razão.
Com feroz força todo arrependimento do mundo toma conta do pensamento, e os questionamentos não cessam acerca do que era para ser feito e o que deveria deixar de fazer. No ambiente envolta os objetos fazem barulhos desconcertantes com o único objetivo de irritar, tirar o foco, retirar um pouco de sua paciência. Paciência, sim, é o que mais precisamos e menos temos. O corpo reage o que sente a alma, dores aparecem, a cabeça parece que vai explodir e o estômago fica embrulhado, a pele engrossa e rejeita tudo que lhe toca. Nada coopera para que alguma coisa melhore. Olhamos para trás vemos só arrependimentos, erguemos o olhar para o futuro apenas dúvidas e incertezas, e no presente o sentimento é inutilidade, ignorância, sem direção …