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Qual é o papel da Filosofia da História?


O estudo da história passou por uma volubilidade no quesito de forma de estudo, observamos que na Grécia Antiga seus filósofos colocavam a matemática no centro do seu quadro mental, na Idade Média derivava do pensamento teológico, posteriormente o pensamento concentrou-se na criação dos fundamentos da ciência natural. Mas no século XVIII começou-se a pensar criticamente acerca do mundo exterior, que a história começou a ser considerada como uma forma específica de pensamento, não exatamente como a matemática, a teologia ou a ciência.
Com o surgimento da filosofia da história, o estudo histórico, “ganhou” o modo reflexivo da filosofia de nunca pensar simplesmente acerca de um objeto, pensar também no seu próprio pensamento acerca desse objeto, todavia cabia ao historiador aprender o passado como uma coisa em si mesma, o que resultou em pensamento de primeiro grau. A filosofia não pode separar o estudo do que há a conhecer do estudo do que já é conhecido, o que nos mostra a filosofia com pensamento do segundo grau.
A filosofia tanto quanto pensativa é tornou o estudo da história como forma de inquérito, uma investigação histórica organizada e sistematizada. A filosofia da história não se comporta como a filosofia tradicional, devido seus filósofos terem implicações com os conhecimentos históricos. A filosofia da história é uma filosofia completa, concebida a partir dum ponto de vista histórico.
A história resulta da experiência, não simplesmente uma experiência moldada por manuais que expõem os pensamentos de historiadores, porém uma reflexão da experiência não um simples ponto de vista. A reflexão é em si é o elo sustentável da filosofia da história.
Pode o pensamento filosófico não dar devida atenção ao pensamento histórico em sua reflexão, e pode o historiador não refletir filosoficamente em seu pensamento histórico, todavia a junção de ambos nos dar à filosofia da história: o pensamento histórico refletido filosoficamente.
Sendo assim a filosofia da história é mais uma ferramenta para a ciência História em seu res gestae, sua tentativa de respnder a perguntas sobre ações humanas praticadas no passado, auxilia na interpretação das provas e no seu serviçal.
História não é apenas ensinar o que o homem fez e tem, mas mostrar deste modo o que o homem é. Estudar história reflexivamente é filosofia da história.


Por Joaquim Queiroz

Comentários

  1. Eu prefiro a concepção de que a filosifia busca restaurar a unidade e a harmonia no plano do pensamento e empenha-se em conhecer o mundo para transformá-lo, a fim de restaurar ou de instaurar a harmonia na própria realidade da existência humana. Essa exigência, já implicita no pensamento grego, explicitou-se ao longo da história , não só da filosifia, mas também no desenvolvimento da ciência e da técnica, pois, como já se obeservou, jamais haveria ciências se a filosofia não as tivesse precedido e preparado. Portanto, a filosofia é a descrição de assuntos filosóficos desde a Antigüidade e constitui uma disciplina filosófica autônoma. Creio, portanto, que não cabe um julgamento filosófico, seja pela crítica, seja pela ética, perante a ciência. Obviamente que este meu pensamento não invalida o papel ético e moral da filosofia. Vejo isto (a crítica e a ética) como "formas de agir e pensar" diferentes; uma da própria filosofia e outra da própria ciência.

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