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Rodeados pela presença de Deus


    Oramos porque, por intuição ou experiência, compreendemos que a comunhão mais íntima com Deus só se obtém por inter­médio da oração. Pergunte às pessoas que enfrentaram tragédias ou provações, dor ou sofrimento profundo, fracasso ou derrota, solidão ou discriminação. Pergunte o que ocorreu em suas almas quando, finalmente, caíram de joelhos e derramaram o coração diante do Senhor.
    Pessoas assim me confessaram: "Não consigo explicar, mas senti como se Deus me compreendesse."
     Outras disseram: "Senti-me rodeada por sua presença, ou senti um conforto e uma paz que jamais experimentei."
    O apóstolo Paulo viveu esta experiência. Escrevendo aos cris­tãos de Filipos, disse:
"Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, se­jam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela ora­ção e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vos­sa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4. 6-7).

    Anos atrás, meu pai, ainda relativamente jovem e muito ativo, morreu vítima de um ataque cardíaco. Enquanto dirigia para a casa de minha mãe, em Michigan, eu ia pensando em como sobreviveria sem a pessoa que, mais que qualquer outra, acreditara em mim.
    Aquela noite, na cama, lutei com Deus. "Por que foi aconte­cer uma coisa destas? Como vou entender o que aconteceu? Será que vou me recuperar da perda do meu pai? Se o Senhor me ama de verdade, como pode fazer isso comigo?"
     De súbito, no meio da noite, tudo mudou. Foi como se eu tivesse dobrado uma esquina e me visse diante de uma nova direção. Deus falou comigo: "Eu sou poderoso. A minha sufici­ência é o bastante. No momento você pode ter dúvidas, mas confie em mim."
    Esta experiência talvez pareça irreal, porém os resultados fo­ram notáveis. Depois daquela noite cheia de desespero e de lágrimas, jamais fui torturado por dúvidas, quer em relação ao cuidado de Deus para comigo, quer em relação à minha capaci­dade de viver sem meu pai. Pesar, sim, pois a morte dele me entristeceu demais e sentirei sua falta para sempre. Porém não me vi lançado à deriva, sem âncora e sem bússola. No meio da noite mais negra da minha vida, um instante íntimo e poderoso com Deus me proporcionou coragem, tranquilidade e esperança.

Retirado do Livro: Ocupado demais para deixar de orar, de Bill Hybels, ed. United Press.

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