Engenhos de Vicência

O Engenho Água Doce localizado no município de Vicência, produz cachaça 100% natural rigorosamente artesanal, produzida em alambique de cobre e envelhecida em barris de carvalho. Toda a produção obedece a critérios de qualidade, a cana é plantada sem agrotóxicos, os próprios restos da cana servem de adubo natural, tudo é bem utilizado. Observamos como o caldo foi extraído, todo o processo de fermentação e levedação. Muito bem explicado os tipos de cachaças ali fabricadas, a cachaça de cabeça que contém um alto teor devido o nível de metais, a cachaça de coração, a de melhor qualidade e mais produzida no Engenho Água Doce, e por último a cachaça de água fraca, seu nome por se só diz tudo.
O Engenho Poço Comprido situado no município de Vicência é um dos mais antigos e imponentes engenhos da região, tendo sido tombado pela IPHAN, em 1962. Possui um belíssimo conjunto arquitetônico, formado pela casa grande, capela e senzala, e toda Moita do Engenho (Fábrica) com a casa da moenda, casa da caldeira e casa de purgar. A casa grande é a única remanescente do século XVIII em Pernambuco, foi palco da última reunião da Confederação do Equador, com a participação de Frei Caneca um dos seus líderes. Na Capela tem um interessante altar-mor e auxiliares, coro, púlpito, cemitério ao lado das famílias Cavalcanti, Gayão e Guerra. O seu casarão abriga a exposição “Açúcar: Mostra do Engenho Poço Comprido”, onde painéis fotográficos retratam a época do açúcar e dos engenhos de Pernambuco. Além de ser o único que possui um pelourinho.
O Engenho Jundiá, também localizado em Vicência, berço do escritor Manoel Correia de Andrade, possui um conjunto de casa-grande, capela, restos de uma possível senzala e toda a fábrica. Ali podemos acompanhar todo o processo como era feito o açúcar, sua casa de purgar é um dos mais raros exemplos da época.  Sua casa-grande cuja construção começou em meados do século XIX, possui um belíssimo acervo de utensílios e objetos, quarto dos santos e riquíssimas fotografias que registram a trajetória da família tanto paterna quanto materna. A Capela de Santa Joana D’arc foi construída em 1965 por causa de uma promessa de Dr. Joaquim Correia, pai de seu João de Jundiá, pequena em sua extensão, mas apreciável o seu conjunto.
(Joaquim Queiroz)

Comentários

  1. Joaquim, queria dizer que estou passando aqui para lhe dedicar um selo de qualidade, onde seu blog é um dos 5 recomendadíssimos no meu blog.
    Os regulamentos estão lá.
    Que DEUS te abençoe muito mais, Abraços

    ResponderExcluir
  2. Ajudou muito no minha pesquisa...esta de parabenss!

    ResponderExcluir
  3. Onde posso comprar essa Cachaça?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

QUILOMBOS E REVOLTAS ESCRAVAS NO BRASIL

A ENTRADA DA IGREJA NOS CÉUS

Como um arco íris