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Não existem diferenças, esse é meu lema. A cor da pele é um detalhe, os hábitos e costumes também, mas existiu e sempre existirá o preconceito e a discriminação. Há uma solução? Uma que seja viável? Uma que não seja “balela”? Eu aprendi a lidar com as diferenças até mesmo aquelas dentro de mim, quem nunca acordou e se sentiu diferente? Pois bem irmãos, disse irmãos não por gíria, mas de propósito. Outro dia estive falando com um querido amigo, e ele me disse que nunca existirá igualdade, pois somos seres humanos. De fato, mas se seres humanos conseguem chegar ao espaço, se enviamos sondas espaciais, robôs, por que não podemos sonhar com o dia em que a paz será mais que um ideal e passará a ser realidade?  Não estou aqui a fim de criar novos conceitos ou repetir o que já foi falado, não é minha intenção, mas o primeiro passo consiste em acreditar, o segundo em deixar de certas atitudes mesquinhas como olhar o ser humano e medi-lo pela cor da pele, pela roupa, pelas atitudes, pelo sexo, e passar a medi-lo pelo caráter. Não misturando as bolas e já fazendo isso, trago o texto para o nosso querido Brasil, somos a maior potência, alguém deve dizer, esse menino está louco, não senhores, temos uma coisa em especial. Somos africanos, europeus, asiáticos, indígenas, somos uma salada mista, uma pura e rica miscigenação. Como diria o nosso saudoso Darcy Ribeiro “temos potencial”. Então por que pensar pequeno? Por que sermos tão arrogantes? Egoístas? Preconceituosos? Avante senhoras e senhores! Deixemos de lado nosso status, nossa mania obsessiva de classe média alta, nossa descrença compulsiva. 
Acredito em igualdade, e mesmo que isso pareça loucura não me importa, não ligo, digo-vos que pelo menos meus filhos e netos ouvirão esse louco dizer “é possível”. É tudo uma  questão de readaptação, vem de berço pensar que não é possível, achar que tudo é natural, que as castas é coisa humana, animalesca. Pois eu digo o contrario, é possível, somos dotados de belezas, sorrisos, cada um com sua particularidade, cada um com seu potencial. Façam esse país melhor, façam dele um lugar que sirva de exemplo, façam brotar e crescer a semente da fraternidade. Não deixem que suas ideologias lhes ceguem, acreditem, passem a diante, eduquem seu filhos para a sobrevivência, mas também para a convivência, não façam deles mais uma boneco da burguesia, um menino ou uma menina frustrada, cheios de complexos de superioridade. Ensine-os a enxergar, ensine-os a dividir, compartilhar, a pensar na sociedade, no trabalho como elemento de construção social. Ensine-os e viver, a ser feliz, seja negro ou lusitano, seja branco ou mulato, seja brasileiro ou não.   
Desculpem-me por importuna-los com esses sonhos, mas não há em mim um só pedaço que não reflita e sonhe noite e dia com essa caretice chamada igualdade. Mas todo sonho deve ser compartilhado, todo sonho deve ser dividido “o sonho que se sonha só é só um sonho, mas o sonho que se sonha junto é real”. Passem a diante, e até a vitória meus irmãos.

Por: Lúcio Wagner C. Vieira

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