Não chore, Sandra Annenberg



E Sandra Annenberg chorou...

A âncora do jornal hoje da Rede Globo de Televisão foi às lágrimas em rede nacional na tarde desta quinta-feira – 09 de maio – ao ser veiculado uma reportagem em que mostrava o encontro de familiares com dependentes de crack. A tentativa emocionante do resgate de pessoas que ingerem a morte a cada tragada. Realidade nacional de uma sociedade que a cada dia perde a batalha contras as drogas. 
Mas, a Sandra esqueceu que, o sistema em que ela faz parte, a mídia brasileira, e principalmente a sua emissora é um das grandes, se não a maior, responsável por essa realidade. 

As novelas estão repletas de incentivo à traição, divórcio, casamento homossexual, entre outros males que a cada dia atingem verazmente a família. 
Com famílias desestruturadas, as drogas tem sido o refúgio de filhos, esposas, esposos, que buscam alegria, resposta, alívio em algo que é mortal. 
Essas mesmas novelas que exemplificam, através de seus personagens, qual deve ser o comportamento da juventude desta geração. Rebeldia familiar (os pais são caretas – para que os ouvir?), incentivo a prática sexual o mais cedo possível, a valoração do ego (o que importa é que eu esteja feliz), viva sem limites e sem regras (a vida é uma aventura).

Artistas que aderem à campanha da legalização da droga que abre as portas para o consumo de todas as demais – e que possui a mesma letalidade – a maconha.
Programas televisivos que, através de seus apresentadores, promovem o escárnio e o repúdio as Igrejas, por palavras errôneas de alguns de seus representantes. Igrejas que, através da pregação da Palavra de Deus, conseguem que milhares de drogados tenham suas vidas restauradas e que, através do ensino dessa mesma Palavra, previnem que milhares de jovens adentrem a este caminho.

Mas, chorem globais, chore mídia brasileira e finjam que estão com as mãos limpas de tão grande massacre social.
Chore Sandra Annenberg, mas que suas lágrimas sejam de REMORSO.

(Ary Gabriel)

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