O companheirismo


Deus, ao criar Adão, deu-lhe uma enorme responsabilidade de cuidar daquilo que Ele havia criado. Dentre as responsabilidades, quero destacar a missão de dar nome a todos os animais. Durante essa missão Adão começou a sentir uma solidão tremenda, pois observou que entre todos os animais não havia um que lhe servisse de companhia. Afinal, Adão era o único ser humano da terra. Observe como a Bíblia descreve isto: “E Adão pôs os nomes a todo gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que lhe correspondesse.” (Gn 2.20) Adão tinha uma missão enorme, mas não tinha uma companheira que o ajudasse. Então Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que seja idônea” (Gn 2.18).  Deus contemplou o coração do homem e lhe deu a resposta - a mulher, para que fosse uma companheira que o ajudasse.
    Está aí o segundo princípio que quero destacar: o companheirismo. Deus criou a família para que um ajudasse o outro. Na família precisa haver parceria, companheirismo e reciprocidade. A expressão usada por Deus, “auxiliadora idônea”, é muito significativa. A palavra hebraica usada para “auxiliadora” foi ezer, “alguém que está junto, ao lado de”, “pronto para ajudar”. Para idônea, foi neged, de difícil tradução, que quer dizer “correspondente a”, “apropriado para”. Dito isto, fica entendido que a expressão “auxiliadora idônea” significa “alguém igual que está ao lado para ajudar”.
    Está assim estabelecido por Deus o princípio para o casal: o companheirismo. Salomão em Ec 4.9-12, destaca de maneira belíssima a importância do companheirismo no casamento:

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga o seu trabalho. Se um cair, o outro levanta o seu companheiro. Mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão. Mas um só  como se aquentará?  Se alguém quiser  prevalecer contra um, os dois lhe resistirão. O cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”
    A família precisa resgatar este princípio depressa. Quantos não estão sofrendo o pior dos sentimentos, que é a solidão a dois? Vivem debaixo do mesmo teto, mas estão separados. O companheirismo cedeu lugar para a competição e acusação. Muitas vezes quando ocorre um problema, a pergunta é: “Quem foi o culpado?” Enquanto a pergunta certa seria “Como posso ajudar você?”
    Um certo pastor gostava de perguntar aos noivos: “- Você quer casar para ser feliz ou para fazer seu futuro esposo ou esposa feliz?” A resposta que gostava de ouvir era: “Para fazer a minha futura esposa ou meu futuro esposo feliz”. Quando se casa pensando em preencher o companheiro (a), essa reciprocidade é abençoadora para ambos. No amor não cabe o egoísmo. O “amor não busca os seus interesses”.
    Este princípio é cada vez mais estranho à nossa sociedade. Como cristãos precisamos reafirmar este princípio divino para a família. “Na saúde ou na doença ou na riqueza ou na pobreza”. O companheirismo é essencial. 

(Pr. Eber S. Jamil)

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