QUILOMBOS E REVOLTAS ESCRAVAS NO BRASIL


A formação de grupos de escravos se deu em toda parte do Novo Mundo onde houve escravidão, os quilombos variavam de tamanho, lugar e importância, o quilombo dos Palmares sobrepôs por sua fama, devido sua resistência os números dos que habitaram lá foi consideravelmente aumentado para justificar as derrotas, um reduto onde negros de várias etnias se reuniram, onde havia a prática comércio, uma hierarquia social de guerra. Com o seu fim, jamais houve no Brasil um quilombo tão grande como Palmares.
Muitos dos quilombos não eram tão longe das cidades e das grandes fazendas onde mantinham relações comerciais e de parentesco, muitos escravos se abrigavam em propriedades de plantio, ou eram seduzidos a fugir para formar pequenos quilombos para plantação, principalmente de mandioca onde atravessadores compravam o produto por um preço abaixo do mercado, muito deles assaltavam viajantes, seqüestravam, caçavam, plantavam, colhiam ou trabalhavam em minas para depois trocarem por dinheiro ou mantimentos com taverneiros.
O surgimento dos mais variados quilombos criou o capitão-do-mato, responsável pela captura de fugitivos, o que acarretou em duras formas de repreensão, vários quilombolas foram enforcados e esquartejados, para tanto muitos índios foram utilizados por vezes estavam do lado dos escravos por hora estavam do lado dos brancos. O combate aos quilombos se dava com o temor de revoltas e o mau exemplo para outros escravos, não queriam que aqui se formasse um novo Haiti.
            O crescimento das revoltas deu-se no período da exploração do ouro e do café posteriormente, na época do açúcar poucas revoltas aconteceram, o que contribuiu foi o aumento do número de escravos e a falta de constituição de famílias entre eles, e muito mais do que africanos os crioulos (negros nascidos no Brasil) fizeram presentes em movimentos, motins como a Balaiada, e em busca de melhorias, a Bahia foi palco de vários levantes crioulos. Não tão diferente os escravos da Corte também tinham suas formas de resistências, um terço da população do Rio de Janeiro era formada por escravos, vários quilombos suburbanos foram erguidos. Variava de etnia por etnia a forma de revoltas e organização de movimentos, os africanos da Bahia foram muitos mais insurretos do que os do Rio de Janeiro, a influência mulçumana e da religião africana o quão contribuiu, além da luta conjunta de alguns poucos homens livres isto na Bahia, pois no Rio de Janeiro homens livres ficavam mais de olhos nos escravos. Em vários estados houve participações dos escravos em movimentos como Cabanada, Balaiada, Confederação do Equador, Farroupilha, o futuro duque de Caxias Luís Alves muito os combateu. Após a guerra do Paraguai os levantes aumentaram na sua grande maioria não nos grandes centros, mas em pequenas cidades e poucas fazendas, não envolvendo grandes acontecimentos, mas a fatos do cotidiano local, principalmente em momentos que envolvessem festividades, aonde a sensação de liberdade vinha á tona e era desejavam sua perpetuação, além que outros negros que conseguiram sua alforria fomentavam os demais para liberdade.
O historiador João José Reis enumera várias revoltas acontecidas no Nordeste e Sudeste do país, revelando como se deu e o seu fim, datações, pontua de forma ímpar sobre a realeza e as lideranças religiosas, suas ações, importância nos casos de revoltas e como se deram as disputas entre eles pelo poder e representação. O sincretismo religioso provocou agitações por meio dos escravos, caso relatado sobre Santo Antônio nos dá uma amostra do que ocorreu. Não só o aspecto religioso entrava em cena o político também deve sua parcela de contribuição, a liderança vinha se escravos libertos que conheciam a relação com o branco não era a do africano que vinha cansada na viagem náutica, um exemplo é a revolta do malês. Por isso com o passar do tempo às alforrias foram dificultadas. Em  seus livros Reis nos revela a solidariedade entre os negros, a escravidão os unia ante a luta da liberdade ou da amenização da dor.

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