Verdade Absoluta é Objetiva, Não Subjetiva


Durante ò Guerra do Vietnã, eu (Josh McDowell) fui entrevistado por uma repórter do Boston Globe, depois de uma conferência gratuita. Ela era decididamente contra a guerra e a matança e decidi então desempenhar o papel de advogado do diabo, a fim de descobrir onde estava baseada a sua fé.
"Qual é o problema com a idéia de matar?", perguntei.
"Matar é errado", insistiu a repórter.
Continuei: "Por que é errado?"
"Porque sim", respondeu ela, parecendo frustrada com a minha pergunta óbvia.
Mantive a pressão. "Quem lhe disse isso?"
"Meus pais me ensinaram que a guerra e a matança são erradas."
"E onde seus pais aprenderam sobre os chamados males da guerra e das mortes?
"Com os pais deles", respondeu ela. "Minha família sempre acreditou que as guerras são erradas."
Fui direto ao assunto. "Está querendo dizer para mim que é errado ir à guerra só porque seus avós ensinaram a seus pais e seus pais ensinaram isso a você? E as pessoas que aprenderam que a guerra e as mortes são justas e certas? E os pais nazistas que ensinaram a seus filhos que matar judeus era certo? Se a guerra é realmente errada, não seria errada em todas as culturas?"
A repórter não soube responder. Sua forte convicção tem uma base frágil: opinião subjetiva em vez de um padrão objetivo. Quando o certo e o errado são determinados subjetivamente, a idéia de moral de uma pessoa é tão boa quanto a de outra. O raciocínio humano, o condicionamento e as emoções levam algumas pessoas a crer que um ato é errado, enquanto outras estão igualmente convencidas de que ele é certo. Sem diretrizes externas de comportamento, as pessoas podem induzir a si mesmas a crer que qualquer coisa é certa ou errada.
A verdade absoluta é um padrão objetivo, algo fora de nós. Certo e errado não são itens que aceitamos com base no voto da maioria, nem eles surgem ou desaparecem de acordo com o que as pessoas pensam ou sentem que é certo na ocasião. As diretrizes morais e éticas básicas, procedentes da verdade absoluta, devem manter-se independentes da opinião pessoal.  


Retirado do Livro: Amar é Sempre Certo, de Josh McDowell e Norman L. Geisler

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